Para quem convive com dias perdidos por causa da enxaqueca, uma nova alternativa de prevenção acaba de chegar ao Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (8), o registro do Aquipta (atogepanto), medicamento oral destinado a adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais da doença.
O atogepanto age bloqueando uma via ligada à transmissão da dor e à fisiopatologia da enxaqueca. A proposta é atuar antes que a crise apareça, reduzindo sua frequência.
Nos estudos realizados durante o desenvolvimento do medicamento, pacientes tratados com atogepanto tiveram redução significativa no número de dias de enxaqueca por mês quando comparados aos participantes que receberam placebo.
O resultado foi observado tanto entre pessoas com enxaqueca episódica quanto naquelas que convivem com a forma crônica da doença.
A enxaqueca é uma doença neurológica altamente incapacitante. As crises costumam provocar dor de cabeça de intensidade moderada a grave e podem vir acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
O tamanho do problema ajuda a explicar a busca por novas terapias. Cerca de 15% da população mundial é afetada pela enxaqueca, que pode comprometer a qualidade de vida e trazer consequências para o trabalho, o convívio social e até para o uso dos serviços de saúde.
Já existem tratamentos usados para prevenir as crises, mas muitas dessas opções não atuam diretamente nos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na doença. É nesse cenário que o Aquipta passa a integrar as alternativas disponíveis: um tratamento oral voltado à prevenção das formas episódica e crônica da enxaqueca.
O registro consta na Resolução nº 3.458/2026, publicada no Diário Oficial da União. Para quem passa vários dias do mês tentando escapar da próxima crise, a aprovação abre mais uma possibilidade de tratamento antes que a dor comece.

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