O corpo de Manuel Ferreira do Livramento apareceu às margens do Rio Itajaí-Açu na madrugada de 4 de julho de 2026. A descoberta, no bairro São Roque, em Apiúna, abriu caminho para uma investigação que, pouco mais de um mês depois, levou dois suspeitos à prisão.
Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em Ibirama e Apiúna.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia da Comarca de Ascurra e contou com apoio da Delegacia de Homicídios, da Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento de Investigações Criminais (DIC) e do Núcleo de Inteligência da 3ª Delegacia Regional de Polícia de Blumenau.
Desde que os investigadores constataram que Manuel havia sido assassinado, depoimentos, câmeras de monitoramento, exames periciais e outros elementos técnicos passaram a ser reunidos para remontar seus últimos passos.
Segundo a investigação, Manuel mantinha uma atividade ligada ao tráfico de drogas para um grupo criminoso. A principal suspeita é de que ele tenha se apropriado de parte dos entorpecentes que estavam sob sua responsabilidade. O desaparecimento da droga, de acordo com a Polícia Civil, teria sido a motivação para o homicídio.
Os elementos reunidos até agora indicam que Manuel foi atraído pelos investigados e levado de carro até um ponto escolhido anteriormente. Já em Apiúna, ele teria sido atingido por um tiro na nuca.
O crime, porém, não terminou com o disparo. Conforme os exames periciais, Manuel ainda estava vivo quando foi lançado no Rio Itajaí-Açu e morreu por afogamento.
Nas buscas realizadas nesta sexta-feira, os policiais apreenderam celulares e outros objetos considerados relevantes para o caso. O material será submetido à perícia. A investigação pretende extrair dados dos aparelhos, buscar novas evidências e esclarecer se outras pessoas tiveram participação no crime.
Depois das prisões, os dois investigados foram levados à Delegacia de Polícia de Ascurra para os procedimentos legais e, na sequência, encaminhados ao sistema prisional. Eles permanecem à disposição da Justiça.
O inquérito entrou na fase final e deve ser concluído dentro do prazo legal de 30 dias. Até lá, a polícia seguirá analisando os equipamentos apreendidos e realizando as diligências que ainda faltam.
Mais de um mês depois de Manuel ser encontrado junto ao rio, os investigadores agora tentam fechar as últimas lacunas de uma morte que, segundo a perícia, começou com um tiro e terminou debaixo d’água.

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