Greve pela classe levam bancários de Blumenau participar de paralisação nacional de 24 horas

Foto: Divulgação

Depois de sete rodadas de negociação sem uma proposta de reajuste para salários e benefícios, bancários de Blumenau e região decidiram parar. A paralisação será de 24 horas nesta quinta-feira (20), e acompanha uma mobilização organizada em todo o país.

Em Blumenau, a decisão passou com ampla maioria. A assembleia virtual realizada na segunda-feira (17) terminou com 85,43% dos participantes favoráveis à paralisação. O movimento ocorre enquanto o Comando Nacional dos Bancários negocia com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) os termos da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Um dos principais pontos de atrito está no salário de quem entra na categoria. Segundo os bancários, os bancos colocaram na mesa o congelamento do piso de ingresso, além da criação de três faixas salariais com reajustes diferentes.

Também está em discussão a regionalização dos valores dos vales-refeição e alimentação. Ou seja, os benefícios poderiam ter valores diferentes conforme a região.

Do lado dos trabalhadores, a lista segue outra direção. A categoria pede aumento real dos salários, valorização dos pisos, melhorias na participação nos lucros e resultados (PLR) e nos benefícios, além da criação de um piso salarial para profissionais de Tecnologia da Informação (TI).

A campanha também reúne reivindicações relacionadas à saúde, igualdade de oportunidades, combate ao assédio, manutenção dos empregos e melhores condições de trabalho.

A insatisfação apareceu nas urnas das assembleias. Em todo o país, 97% dos bancários participantes votaram pela rejeição da proposta apresentada pelos bancos. Cerca de 90% também aprovaram a paralisação marcada para esta quinta.

Salário não é o único assunto que levou a categoria à mobilização. O fechamento de agências e as demissões ganharam espaço nas discussões deste ano.

Os bancários afirmam que a redução das equipes e do número de unidades aumenta a carga de trabalho de quem permanece empregado. O efeito, segundo a categoria, também chega ao outro lado do balcão, principalmente para clientes que ainda dependem do atendimento presencial.

Com menos agências, essas pessoas podem enfrentar deslocamentos maiores, filas e mais dificuldade para resolver serviços que não conseguem fazer pelos canais digitais. É nesse cenário que a paralisação desta quinta tenta elevar a pressão sobre os bancos e destravar as negociações.

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