A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (28/08/26) que manterá a bandeira amarela no próximo mês. O adicional será de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Na prática, funciona assim: quanto maior o consumo, maior será o peso da bandeira na conta. A cada bloco de 100 kWh utilizado, entram mais R$ 1,885 na cobrança. O motivo está longe das tomadas de casa e passa pelos reservatórios das hidrelétricas.
Segundo o governo, o Brasil atravessa o período seco. Com menos água nos reservatórios, diminui a geração de energia pelas hidrelétricas. Para atender à demanda, é necessário recorrer às usinas termelétricas, cuja geração custa mais.
“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, disse a Aneel. É justamente esse aumento no custo de produzir eletricidade que as bandeiras tentam mostrar ao consumidor.
Criado pela Aneel em 2015, o sistema funciona como uma espécie de sinal das condições de geração de energia no país. As cores indicam quanto está custando produzir a eletricidade que chega às casas, aos estabelecimentos comerciais e às indústrias atendidas pelo SIN.
Quando a bandeira está verde, não há cobrança adicional. O amarelo indica condições menos favoráveis e acrescenta cerca de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Se o cenário fica mais caro, o sinal muda para vermelho.
No Patamar 1 da bandeira vermelha, o adicional sobe para R$ 4,46 por 100 kWh. No Patamar 2, usado quando as condições de geração são ainda mais custosas, o acréscimo chega a R$ 7,87 pelo mesmo consumo.
As cores são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Por isso, elas podem mudar conforme as condições enfrentadas pelo sistema elétrico.
Com setembro novamente no amarelo, a Aneel também reforçou um conselho simples: prestar atenção no consumo. “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda.
Depois de cinco meses seguidos de bandeira amarela, a mensagem que chega junto com a conta é fácil de entender: enquanto produzir energia estiver mais caro, desperdiçar eletricidade também vai pesar mais no bolso.

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