
Foto: Divulgação
O vice-prefeito de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, Aldir Dourival Rosa (MDB), assumiu, na noite desta quarta-feira (8), a gestão municipal após o prefeito Marcos Henrique da Silva (PL) ser afastado do cargo. A posse ocorreu em sessão solene na Câmara Municipal da cidade e foi formalizada no Diário Oficial do município. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que aguarda Aldir convocar uma reunião para alinhar como será a condução da administração municipal a partir de agora.
Marcos Henrique foi um dos alvos da operação “Pão e Circo”, nesta terça-feira (7), por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações para eliminar a concorrência, manipular preços e dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional. A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), a prefeitura destacou que segue em pleno funcionamento, com “serviços públicos mantidos e executados normalmente, sem qualquer interrupção no atendimento à população”.
Além disso, afirmou que os processos de licitação no município seguiram as determinações legais e respeitaram os “princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e competitividade, com vistas a assegurar a lisura e a eficiência nas compras e contratações públicas”.
“Durante o cumprimento das medidas investigativas, as equipes do GAECO estiveram no setor de licitações para coleta e análise de documentos. A ação contou com o pleno acompanhamento e suporte dos servidores daquela unidade, os quais cooperaram de forma integral e irrestrita com os trabalhos, prestando todas as informações solicitadas pelas autoridades”, declarou a administração.
Em nota, a Prefeitura de Porto Belo afirmou que o prefeito “cooperou integralmente com a ação, facilitando o trabalho das autoridade e não sofreu nenhum impedimento em realizar suas funções administrativas”.
As fraudes, conforme o Ministério Público, eram acompanhadas pelo pagamento e recebimento de propina por empresários e agentes públicos para viabilizar o esquema, além da lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos com as irregularidades.
O mediador seria o empresário José Clemir Spinelli. Nas redes sociais, ele ostentava fotos com artistas de renome, como Israel & Rodolfo, João Neto & Frederico e o cantor Luan Pereira.
Apesar dele aparecer ao lado dos artistas citados, a investigação deixa claro que as irregularidades aconteciam nas licitações para a realização dos eventos, e não com os shows específicos.
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