O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta quinta-feira (16), durante discurso à nação, um documento desclassificado da CIA que reúne relatórios de inteligência produzidos entre 2004 e 2020 sobre a capacidade do chavismo de manipular eleições por meio de sistemas eletrônicos de votação. O documento foi desclassificado pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, em 1º de julho.
“Hoje estamos publicando documentos que mostram que a CIA obteve informações sobre um plano específico para fraudar as eleições de 2020 na Venezuela em favor do corrupto regime de Maduro, e foi exatamente isso que aconteceu”, disse Trump. Segundo ele, os relatórios descrevem métodos para alterar digitalmente os totais de votos de forma a driblar até auditorias aprofundadas.
Entre os episódios citados no documento está a eleição presidencial venezuelana de 2012, quando serviços de inteligência de Hugo Chávez, com apoio do Conselho Nacional Eleitoral e da empresa Smartmatic, teriam adulterado urnas em cerca de 300 centros de votação. Chávez venceu aquela eleição por cerca de 1,6 milhão de votos.
Segundo a CNN, a CIA destaca que o mecanismo usado na Venezuela dependia de acesso interno direto aos sistemas de votação.
A divulgação ocorre em meio à escalada da pressão de Washington sobre Caracas, que já incluiu a autorização de operações secretas da CIA na Venezuela desde outubro de 2025.

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