Governo aciona AGU após ameaça de paralisação dos caminhoneiros

Foto: Divulgação

Integrantes do governo Lula se mobilizam para evitar que a ameaça de paralisação dos caminhoneiros se concretize em meio ao impasse sobre a votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, no Senado Federal.

A Advocacia-Geral da União foi alertada sobre a possibilidade de paralisação da categoria.  A medida faz parte da preparação do governo para acompanhar eventuais desdobramentos do movimento, caso o protesto avance nesta terça-feira (13).

Os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Casa Civil, Miriam Belchior, também foram informados da ameaça.

Apesar da preocupação, integrantes da gestão petista acreditam que ainda é possível construir um acordo ao longo desta segunda-feira (13/7) para viabilizar a votação da proposta. A medida altera regras do piso mínimo do frete e contempla outras reivindicações da categoria.

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, anunciou a paralisação nos portos a partir da meia-noite desta segunda, e pressionou o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Terça-feira a gente tem uma sinalização de que vai colocar para votar, mas a orientação é que você, caminhoneiro, não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira e ver se, de fato, a MP vai entrar na pauta. Não vamos aceitar que ela caduque. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, afirmou Chorão.

A MP 1.343 estabelece o reforço nos mecanismos de fiscalização do frete e cria um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil.

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