O roteiro foi digno de cinema. Logo no primeiro tempo, o Egito abriu o placar com Yasser Ibrahim e, pouco depois, a Argentina teve a grande oportunidade de empatar. Lionel Messi foi para a cobrança de pênalti, mas parou na grande defesa do goleiro Mostafa Shobeir, aumentando ainda mais a tensão entre os argentinos. O camisa 10, que já havia desperdiçado outras cobranças em Copas, viu o erro aumentar um recorde negativo em Mundiais.
Na etapa final, o drama ficou ainda maior. O Egito chegou a marcar o segundo gol, mas a arbitragem anulou o lance após revisão do VAR por uma falta na origem da jogada. Mesmo assim, os africanos voltaram a balançar as redes pouco depois e fizeram 2 a 0, deixando a Argentina à beira da eliminação. A essa altura, faltavam apenas cerca de 11 minutos para o fim do tempo regulamentar.
Foi então que apareceu o espírito de campeão. Aos 79 minutos, Cristian Romero diminuiu a diferença e reacendeu a esperança. Quatro minutos depois, Messi deixou para trás o pênalti perdido e empatou o confronto, incendiando a torcida argentina. O gol da classificação veio já nos minutos finais, coroando uma reação impressionante e transformando um cenário de eliminação em uma das maiores viradas desta Copa do Mundo.
A classificação reforça a força de uma seleção que se recusou a desistir mesmo diante de todas as adversidades. Com um pênalti desperdiçado por seu maior astro, um adversário valente, muita pressão e o relógio como inimigo, a Argentina encontrou forças para escrever mais um capítulo marcante de sua história em Copas do Mundo.
Agora, os argentinos seguem vivos na luta pelo bicampeonato consecutivo, mostrando que, enquanto houver tempo no relógio, nunca se pode duvidar de uma equipe acostumada a decidir grandes jogos.

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