Quebrando barreiras: hóquei ganha versão brasileira em escolas de Blumenau

Foto: Divulgação

O hóquei é um esporte pouco conhecido no Brasil, mas popular em países com inverno rigoroso pela prática no gelo, já existe a prática na grama no Brasil e, agora, em quadra, a modalidade virou sensação em uma escola de Blumenau, no Vale do Itajaí.

A prática vendo sendo executada na rede municipal desde 2022, e agora hóquei chegou à Escola Lauro Müller, no bairro Badenfurt, há dois anos. O fortalecimento do esporte na região ocorre por conta de um convênio com a Confederação Brasileira de Hóquei sobre a Grama e Indoor. 

A professora de Educação Física Ana Paula Nonato ressalta a importância de intercalar a atividade na escola, “Nós gostamos de intercalar as disciplinas regulares e essas diversificadas, porque ajuda na motivação e concentração das crianças”, . tornando o esporte com a nova  modalidade especial para os estudantes que fazem parte do período integral. 

O hóquei está entre os favoritos dos alunos entre 10 e 13 anos, que ainda conta com capoeira, teatro e música (banda). 

Antes das aulas e depois da prática, eles só sabiam falar do esporte.“Como vi que eles estavam gostando tanto, decidi levar o hóquei para dentro da sala de aula. Trouxe textos e notícias para a aula de Português, falamos sobre a história do esporte na disciplina de História, tratamos da modalidade em Geografia…”, exemplifica a professora Maria Claudete Reinert.
O esporte, inclusive, foi uma forma de inclusão para um aluno vindo da Venezuela, que contou que sonhava em jogar hóquei em seu país de origem e a maior felicidade ao chegar no Brasil foi descobrir que, apesar de toda a dificuldade de adaptação, poderia realizar esse desejo.
“No recreio, vemos eles nos corredores jogando com bolinha de papel. É aí que percebemos o peso que a Educação Física tem na vida dos estudantes. Quanto mais apresentamos novas vivências e experiências, mais abertos a aprender eles ficam”, conta a professora de Educação Física Marcelli Hugoski.
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Com a popularização do hóquei no bairro, as professoras notaram interesse da comunidade fora da escola em aprender mais sobre o esporte.
“Vemos cidades como São Paulo e Florianópolis se tornando celeiros de jogadores de hóquei, mas ainda faltam atletas de base para a Seleção. 

Agora, junto com as secretarias de Educação e Esportes, vamos ter vários times de base aqui na cidade”, comemora a professora Ana. Todo o material, inclusive adaptado para os menores, foi enviado pela Confederação, que também treina os professores e presta apoio para quem participa do projeto.“Como ninguém tem experiência com hóquei, eles começam juntos do zero. Isso deixa eles mais abertos a se permitir e se envolver. Ver esse projeto indo pra frente nos dá um gás para continuar, porque estamos no caminho certo”, reforça Ana.

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